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Diário Miccional

O diário miccional é uma ferramenta de medida extremamente útil e simples que permite caracterizar o hábito miccional do paciente portador de Incontinência Urinária, principalmente a Incontinência Urinária de Urgência (Bexiga Neurogênica ou Hiperativa), onde o paciente percebe a perda de urina já no primeiro desejo de urinar.

Ele consiste no registro de todo líquido ingerido, assim como o número de micções, o volume urinado, os horários em que isso ocorre e também registra as perdas e fatores desencadeantes associados.

Este diário é registrado pelo paciente ou seu cuidador durante um período de 2 a 7 dias.

O DM é parte do tratamento médico ou fisioterapêutico para a incontinência urinária. Ele pode ser fundamental para diagnosticar e também é usado como instrumento para tratamento e reeducação.

Aqui você pode fazer um download do DM e de um exemplo já preenchido. Você deve imprimi-lo e começar o registro de sua freqüência urinária ou de seu paciente. Faça isso durante 2 a 7 dias.

Lembre-se de levar o diário com você quando for à consulta com seu médico ou fisioterapeuta.


Diario Miccional

 

Exemplo de Diario Miccional

 

Deve-se iniciar a série de exercícios após identificar a musculatura. O início deve ser gradual e a progressão deve ser feita na medida em que os exercícios estivem ficando fáceis.

 

Eles são indicados para mulheres de qualquer idade e podem ser feitos em qualquer período do mês.

 

Primeiro estágio

 

Quatro séries de quatro contrações, com 30 segundos de intervalo entre cada série:

 

·         Contrair 4 vezes a musculatura, da forma mais forte e rápida possível*, descansando apenas 1 segundo entre cada contração;

·         Após as 4 contrações, descansar por 30 segundos.

·         Repetir a série de 4 contrações por mais 3 vezes, descansando 30 segundos entre cada série. 

 

Lembrar expirar na contração e inspirar no relaxamento. Como as contrações e relaxamentos duram apenas 1 segundo, a respiração é bastante rápida.

 

*Lembre-se que é da maneira mais forte e rápida que você consegue contrais APENAS a musculatura pélvica, sem usar músculos como abdominal, glúteos e músculos da coxa.

 

Deve-se progredir de nível ao perceber-se que o exercício está muito fácil.

Segundo Estágio

 

4 séries de 8 a 10 contrações, 20 segundos de intervalo entre cada série:

 

Respirar lenta e profundamente. Lembre-se de coordenar a respiração com as contrações!

 

·         Contrair a musculatura o mais forte possível por 2 segundos, descansando por dois segundos;

·         Fazer uma série de 8 a 10 destas contrações;

·         Descansar então 30 segundos entre cada série;

·         Repetir mais 3 vezes esta série.

 

Você pode aumentar a quantidade de tempo de contração até 15 segundos nesta mesma série conforme for progredindo.

Para gestantes sugiro uma seqüência mais simples para ser realizada após o terceiro me de gestação e até a 28ª semana.
Alerta importante: algumas pessoas acreditam que podem antecipar o progresso aumentando o número de repetições e a freqüência dos exercícios. Porém, esta prática excessiva pode causar fadiga muscular.

Contraia e solte a musculatura rapidamente cinco vezes, em seguida, contraia e segure a contração, conte até cinco e solte. Por último repita a primeira seqüência.

Com o tempo você pode ir aumentando o número de repetições.

Seja paciente. Persista!

Os exercícios de Kegel foram criados na década de 40, pelo Dr. Arnold Kegel com o objetivo de fortalecer os músculos do assoalho pélvico (músculo pubococcígeo).  

coccy

O fortalecimento desta musculatura ajuda a:

  •  tratar prolapsos vaginais;
  •  prevenir prolapsos de útero e vesicais (bexiga caída);
  •  tratar e prevenir incontinência urinária em mulheres;
  •  tratar e prevenir incontinência urinária em homens (pós cirurgia de próstata);
  •  preparar a musculatura do assoalho pélvico para o parto e pós-parto;
  •  tratar incontinência fecal;

E como efeito colateral melhora a satisfação sexual de homens e mulheres!

O sucesso dos exercícios de Kegel depende da técnica apropriada e adesão a um programa regular de exercícios.

O primeiro passo para iniciar a série de exercícios é identificar a musculatura do assoalho pélvico.

Aqui vão algumas dicas:

1.Tente interromper o fluxo de urina quando estiver sentada no vaso sanitário. Se o conseguir fazer, significa que está a utilizar os músculos corretos.

Lembre-se que isso deve ser feito somente para identificar os músculos. Para a realização dos exercícios, a bexiga deve estar vazia.

2. Imagine que está tentando impedir a saída de gases. Contraia os músculos que utilizaria numa situação dessas. Você deve ter uma sensação de “puxar”, ou de colocar uma calça bem apertada.

3. Deite-se e coloque o dedo dentro da vagina. Contraia-se como se estivesse a tentar interromper a saída de urina. Se sentir o seu dedo apertado, significa que está a contrair o músculo pélvico correto.

As pessoas que estão inseguras se estão realizando o procedimento corretamente devem procurar seu médico ginecologista ou um fisioterapeuta especializado em uroginecologia.

Estes profissionais podem usar biofeedback e estimulação elétrica para ajudar a identificar o grupo correto de músculos para exercitar.

Biofeedback é um método de reforço positivo. Colocam-se eletrodos na vagina das mulheres ou no reto dos homens, para monitorar a contração dos músculos do assoalho pélvico. Um monitor mostra um gráfico indicando quais músculos estão se contraindo e quais estão em repouso. O terapeuta pode ajudar a identificar os músculos corretos para realizar os exercícios de Kegel.

A estimulação elétrica envolve o uso de corrente elétrica de baixa voltagem para estimular o grupo correto de músculos. A descarga pode ser feita através de uma sonda vaginal ou anal.
No início, procure fazer os exercícios deitada e verifique se não está contraindo o abdômen, as pernas ou os glúteos. Se estiver contraindo, não se terá o resultado esperado.

Apesar de muito comum, esse é um problema que aflige muitas mulheres que ficam constrangidas quando ele acontece durante o ato sexual ou prática de atividade física.

Flatulência vaginal, flatos vaginais ou o ‘barulho da vagina’ é causado pela saída de ar da vagina que faz vibrar os pequenos e grandes lábios, provocando um som característico, semelhante a flatulência intestinal, porém sem odor desagradável.

Em algumas mulheres ocorre a entrada de ar na vagina, devido a um relaxamento da musculatura pélvica e das paredes vaginais. Acontece também em determinadas posições sexuais, que permitem uma maior abertura da genitália feminina e quando o pênis entra na vagina, ele expulsa o ar armazenado fazendo um ruído.

Naquelas mulheres em que existe flacidez muscular, a cirurgia de correção do períneo e os exercícios que aumentam o tônus muscular, como o pompoarismo, podem ajudar.

A fisioterapia uroginecológica promove o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico através de exercícios específicos como exercícios de Kegel e uso de cones vaginais (você pode encontrar a orientação para usá-los aqui neste blog), e por meio de aparelhos de eletroestimulação e biofeedback. Com estes recursos, a mulher aprende a contrair o períneo o que reduz ou elimina a flatulência vaginal, além de aumentar a satisfação sexual. Mas é importante que os parceiros levem essa situação de maneira lúdica, pois ela é bastante comum.

Cones Vaginais

Cones Vaginais

 

 

 

No caso de acontecer durante a prática de atividades físicas, como yoga ou outras onde há grande variação de posições, os exercícios de fortalecimento da musculatura pélvica, associados a consciência de contrair a musculatura antes de fazer os movimentos que você sabe que podem favorecer a entrada de ar na vagina, eliminam o problema.

Precauções e cuidados com o cone

É indicado descontinuar o uso durante o período menstrual, nos casos de infecções vaginais e/ou suspeita de gravidez. No caso de dor é indicado entrar em contato com seu médico ou terapeuta.

Antes de usar lavar os cones e as mãos com sabão neutro e secá-los. Após o uso guardar os cones lavados em um lugar seco e fechado.

Para inserir o cone, você pode estar deitada com as pernas afastadas, ou em pé, com um dos pés apoiados sobre uma cadeira. O cone deve ser inserido com a parte mais larga para cima em direção ao colo uterino. O dedo médio pode servir de guia, empurrando o dispositivo para cima. A parte cônica inferior, mais estreita, onde se prende o fio de remoção, é a zona onde os músculos do assoalho pélvico (MAP) irão agir durante o exercício, impulsionando o cone para cima. O cone deve ser posicionado profundamente de modo que fique acima da linha da MAP.

Linha da musculatura do assoalho pélvico

Linha da musculatura do assoalho pélvico

 

Após a inserção deve-se usar uma calcinha para evitar que o cone acidentalmente caia no chão.

Qual cone usar?

Insira o cone no canal vaginal e fique em pé. Você precisa senti-lo descendo ou puxando para baixo, de um modo que ele só fique dentro da vagina se a MAP estiver contraída. 

O cone ideal é aquele que só pode ser mantido na vagina quando a MAP está contraída, e que pode ser sustentado por pelo menos 10 segundos sem cair.

Se ao ficar em pé você não sentir peso nenhum, ou então se o cone ficar parado na vagina mesmo que você não esteja contraindo a MAP, o cone está muito leve, e deve ser trocado pelo próximo, mais pesado. Se o cone, quando a MAP está contraída, cair antes de 10 segundos, ele é muito pesado e deve ser substituído pelo anterior, mais leve.

                                                                 

Fase de adaptação

No início do seu tratamento você pode começar com uma série de exercícios básicos para facilitar sua adaptação e para evitar fadiga. É indicado fazer os exercícios em dias alternados.

Após inserir o cone e posicionar-se em pé, você deve contrair a MAP fortemente para reter o cone durante 15 segundos (reposicionando-o se ele cair) e então relaxar. Descansar por 15 segundos e contrair novamente por mais 15 segundos. 

Após cinco contrações, descansar por 2 minutos e repetir a série três vezes.

Quando você conseguir fazer todas as contrações sem que o cone caia nenhuma vez durante, o treino pode ser progredido com mais peso.

Atenção! Sempre realize os exercícios associados à respiração. Nunca trave sua respiração, pois se o fizer você pode contrair a musculatura abdominal o que é indesejável.

Progressão dos exercícios

Opção 1 – Inserir o cone e permanecer com ele caminhando durante 15 minutos.

 

Opção 2 – Subir e descer escadas com o cone.

 

Opção 3 – Reter o cone na vagina enquanto tosse.

 

Lembre-se:                                        

Respire enquanto você realiza o exercício. A progressão deve ser feita apenas quando você sente facilidade na sustentação do cone. Caso sinta dor, interrompa temporariamente o exercício. Se a dor persistir procure seu médico ou terapeuta.

Incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Não é uma doença, mas um sintoma causado por diferentes razões. Embora as mulheres em todas as idades e os homens com mais de 60 anos estejam mais sujeitos à perda de urina, este sintoma pode aparecer em qualquer fase da vida do ser humano em qualquer classe sócio-econômica ou padrão cultural.
Pode ocorrer a perda de algumas gotas ao tossir, espirrar e aos pequenos esforços ou então o esvaziamento completo da bexiga. A incontinência urinária pode ser tão desagradável que interfere com os aspectos mais simples do dia a dia e pode causar distúrbios emocionais. Felizmente, hoje em dia muito pode ser feito para resolver este problema.

 

De acordo com estimativas atuais, cerca de dez por cento da população brasileira sofre de perda de urina. São milhões de pessoas, no Brasil e no mundo, atingidas por um problema que, em geral, interfere significativamente na qualidade de vida.
A incontinência ocorre em todas as idades. Todavia, muitos pensam que a incontinência urinária é uma conseqüência natural do envelhecimento. Por esta razão, tendem a não procurar ajuda. Por outro lado muitas pessoas mais jovens, que também pensam que isto é um problema de gente idosa, sentem-se envergonhadas e deixam de procurar ajuda, sem saber que a maioria dos casos tem tratamento. Homens submetidos à cirurgia para câncer de próstata apresentam incontinência urinária temporariamente após a cirurgia e estes também devem ser tratados.
Pessoas com incontinência podem ter incontinência urinária de esforço, incontinência por urgência miccional e incontinência paradoxal. Embora qualquer tipo de incontinência represente a perda do controle urinário, suas causas são diferentes e o tratamento pode diferir.

 

Pessoas com incontinência urinária de esforço podem:
• Perder urinar ao tossir, espirrar ou dar risadas;
• Ir ao banheiro mais freqüentemente para evitar acidentes;
• Dormir toda a noite mas perder urina ao se levantar da cama;
• Às vezes perder urina ao se levantar de uma cadeira;
• Evitar exercícios porque tem receio de perder urina.

                                                                                             
Pessoas com incontinência por urgência podem:
• Perder urina se não for imediatamente ao banheiro ao sentir vontade;
• Se levantar muitas vezes à noite para urinar;
• Fazer xixi na cama;
• Ter que ir ao banheiro, pelo menos, cada duas horas;
• Sentir desejo de urinar desproporcional ao volume ingerido de café, chá, álcool e refrigerantes.

Pessoas com incontinência paradoxal podem ter:
• Sentir urgência para urinar mas algumas vezes não conseguem;
• Levantar freqüentemente à noite para urinar;
• Perder gotas de urina todo o tempo;
• Ter a sensação de não esvaziar completamente a bexiga;
• Urinar lentamente, demorando bastante e ter o jato urinário fraco.

 

Há diversos modos de tratar e eventualmente curar a incontinência urinária, dependendo da causa. O primeiro passo é o diagnóstico correto, pois as causas são variadas e cada pessoa necessita de um tratamento individualizado. O que é indicado para um determinado paciente pode não servir para outros. Hoje em dia, muitos casos são tratados exclusivamente com medicamentos. Outros, através de programas de fisioterapia específicos para incontinência urinária. A cirurgia é um tratamento eficiente e atualmente estão sendo utilizados métodos muito pouco agressivos que podem inclusive ser realizados com anestesias mais simples e sem internação.

Tipos de tratamentos:

• Tratamento medicamentoso, com atuação na musculatura e na inervação de bexiga e uretra.
• Terapia comportamental e programas de reabilitação da musculatura pélvica – incluindo técnicas como “biofeedback”, eletroestimulação, utilização de cones (dispositivos vaginais), exercícios de reeducação muscular do assoalho pélvico e correção postural.
• Tratamentos cirúrgicos ambulatoriais (minimamente invasivo), cirurgias de implantação de esfíncteres artificiais e ainda manipulações do sistema nervoso periférico e central.

raka

Sou Fisioterapeuta pós graduada em Piscina Terapêutica. Trabalho em uma clínica na cidade de São Paulo nas áreas de Hidroterapia, Fisioterapia Uroginecológica (Reeducação Perineal), RPG e presto serviços em Ergonomia (laudos e gestão) e Ginástica Laboral em parceria com a AC Assessoria, empresa de Engenharia e Medicina do Trabalho em todo Brasil.

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